domingo, 8 de junho de 2014

Oculto.

Acha que não?
Eu sei.
Ingênuo?
Talvez. 
Simples?
Talvez. 
Psiu!
Estou calado. 
Sei e vejo. 
Agora só coleciono. 
No tempo certo, abro o baú,
e mostro seus segredos mais ocultos.
Segredos que há muito, estão sendo desvendados e observados. 

sábado, 3 de maio de 2014

Casúlo

Me despi. 
Havia muitos medos, incertezas, inseguranças, mesmo assim, sai. 
O casulo, não mais me comportava.
O desejo de liberdade, a vontade da minha alma, já era grande em um pequeno espaço. 
O rompi.
A luz entrou, ofuscou meus olhos.
Precisei de um tempo para acostumar-me com tudo aquilo, com o novo, com aquela luminosidade. 

O que vi, encheram meus olhos de alegria. 
Sai, voei. 
Meu desejo?
Ir o mais alto que minhas asas conseguirem voar, bem acima, transpor as nuvens. 
Ainda com o corpo frágil, em evolução, sofro a foça dos fortes ventos, que muitas vezes forçam-me à direções indesejadas.
Alguns ventos são impiedosos e arremessam-me ao chão.
Ganho feridas.
Mesmo entre vendavais, não há queda, feridas, que me façam voltar. 

Não desisto. 
Agora, vejo somente o horizonte, mas ainda não será meu limite. 
O que vivi, o que passei, ficará em minhas lembranças, pertencem ao passado. 
Passado sem direitos de reprises. 
Lugar onde eu sai, e que nunca mais ousará me aprisionar.